A DENSIDADE DO QUE NÃO É…

A densidade do que não é,
a força do que não se tem,
amontoa a água da vida e cria um rumor de fundo
para todos os gestos.
 
Até o tecido preto da morte
tem um palido fio
onde a trama cede e se aligeira
porque lhe falta a morte.
 
E até o que nunca viveu
e nunca morrerá
ergue-se na greta de uma ausencia
que lhe empresta o seu corpo.
 
A pedra do não ser,
a certeira condição negativa,
a pressão do nada,
é o ultimo apoio que nos resta.
 
 
                                                                                                               (Roberto Juarroz)
                                                                                                                  (1925-1995)
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Uma resposta

  1. Recebo c carinho e toda receptividade as suas msgs no espaço. Sou e serei esta mãe amorosa, dedicada e presente pois além de ser algo q vem c/ naturalidade eu descubro e nutro um amor colossal pelo meu filho. Depois eu quero preenchê-lo de todas as formas de um modo q ele não coloque em primeiro plano a ausência de amor da figura paterna. Continuo te estimando nesta sua jornada. 🙂

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