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O amor está muito além das aparências…
Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…

Vinícius de Moraes, Los Angeles, 07.12.1946 in Poesia completa e prosa: "Poesias coligadas"

Haryhanne 

 

 

 

O amor está muito além das aparências…
Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…

Vinícius de Moraes, Los Angeles, 07.12.1946 in Poesia completa e prosa: “Poesias coligadas”

Haryhanne

NÓS DOIS

 

 

 

 

                                        

NÓS DOIS

 

Quando ele penetra em meu quarto

Prontamente me despe só com o apreciar

Quando me toma em seus braços

Exalo perfume de ardor.

 

Ele impetra em meu corpo

No dele, caminho nas nuvens.

 

Ele é terra e fogo

Eu sou vento e mar

Ele espera pelo tempo

Eu pela delícia do momento.

 

Ele busca em meu corpo a calmaria

Eu persigo os vendavais

Caminho nos sonhos dele

Ele em minha veleidade.

 

Somos feitos um para o outro

Numa plenitude completa

Ele meu amante

Eu sua fêmea mulher.

 

TEXTO RETIRADO DA NET d/a

 

 

 

NÓS DOIS

 

 

 

 

                                        

NÓS DOIS

 

Quando ele penetra em meu quarto

Prontamente me despe só com o apreciar

Quando me toma em seus braços

Exalo perfume de ardor.

 

Ele impetra em meu corpo

No dele, caminho nas nuvens.

 

Ele é terra e fogo

Eu sou vento e mar

Ele espera pelo tempo

Eu pela delícia do momento.

 

Ele busca em meu corpo a calmaria

Eu persigo os vendavais

Caminho nos sonhos dele

Ele em minha veleidade.

 

Somos feitos um para o outro

Numa plenitude completa

Ele meu amante

Eu sua fêmea mulher.

 

TEXTO RETIRADO DA NET d/a